terça-feira, 31 de maio de 2011

Tipagem Sanguínea

1.º) Coloca-se numa lâmina de microscopia, lado a lado, uma gota de soro anti-A e outra de soro anti-B.
2.º) Sobre cada gota de soro coloca-se uma gota do sangue a ser identificado. Observando-se o resultado, temos:
a) Se não houver aglutinação em nenhum dos lados, o sangue em exame é do grupo O.
b) Se houver aglutinação nos dois lados, o sangue é do grupo AB.

c) Se houver aglutinação somente com o soro anti-A, o sangue é do grupo A.

d) Se aglutinar somente com o soro anti-B, o sangue é do grupo B.

fator rh (Rhesus) ou Fator D – 85% das pessoas possuem nas hemácias um antígeno chamado fator Rh. Estas pessoas são Rh+ (positivas). 15% das pessoas não possuem nas hemácias o fator Rh e são Rh- (negativas).
Mecanismo genético – O fator Rh é determinado por um par de alelos, R e r: R determinando a formação do fator Rh e r determinando a sua não-formação, sendo R dominante sobre r.
Transfusões – O único caso em que há problemas ocorre quando o doador é Rh+ e o receptor é Rh-, tendo o último já recebido anteriormente uma transfusão de sangue Rh+, estando, por isso, sensibilizado.

Disponivél em: http://www.colegioweb.com.br/biologia/tipagem-sanguinea.html. Acessado em: 31/05/11 ás 19h10.

Espermograma

Espermograma


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O espermograma é um tipo de exame que analisa as condições físicas e composição do sêmem humano. É explorado para avaliar a função produtora do testículo e problemas de esterilidade masculina.

Preparo do paciente

Para obter resultados de maior fidelidade o paciente deve ficar em abstinência sexual de três (mínimo) a cinco dias (máximo), pois a quantidade e qualidade do esperma é afetada pela quantidade de vezes que o homem ejacula.

Colheita

Para a colheita, o método masturbatório é o de escolha, preferencialmente realizado dentro do próprio laboratório, usando como coletor de esperma uma placa de Petri ou frasco de boca larga estéril. Todavia, existe outro método como o coitus interruptus. técnica usando preservativo de borracha, que consiste na masturbação com um preservativo a fim de recolher o esperma, deve ser evitado, ao menos se existir a certeza de que não contenha espermicidas. Neste último caso, o preservativo contendo esperma é amarrado e envolvido em um pano, colocado debaixo da roupa próxima ao corpo e levado imediatamente ao laboratório.

Exame macroscópico

Sêmen humano logo após a ejaculação. As áreas claras (que aparecem negras ou marrom devido ao fundo preto) estão começando a se liquefazer

Volume

Em média 3 ml (3 e 5 ml) para homens de idade abaixo da linha de 40 anos. Volumes menores ou iguais a 0,5 ml tem alta possibilidade de serem patológicos.

Consistência

No ato da ejaculação é de consistência gelatinosa. Posteriormente, entre 10 e 30 min., torna-se liquefeito em contato com o ar. Se for ejaculado já líquido, pode-se dizer que há uma pobreza de espermatozoides; se muito espesso é anormal.

Cor

Branco-acizentado e opalescente. Se o indivíduo passar muito tempo sem fazer sexo ou mastubar-se torna-se amarelado.

Reação

pH normal varia entre 8,1 e 8,4.

Exame microscópico

Espermatozóide humanos corados observados ao microscópio

Após ocorrer fluidificação, o esperma é coletado com pipeta ou micropipeta colocado em lâmina comum ou especial para sua visualização pelo microscópio. Normalmente são vistos os espermatozoides em grande número e extremamente agitados. Caso não exista nenhum, o material deve ser centrifugado, medida necessária em casos de oligospermia.

Morfologia

Técnica utilizando esfregaço e coloração, nota-se as características da cabeça, cauda e corpo dos espermatozoides. É normal existir 30% de formas anormais (cabeça globosa, cauda bífida, cauda curta ou ausência de cauda).

Contagem

O número normal de espermatozoides é de 120 milhões. Casos de hiperespermia não podem ser considerados patológicos; casos de hipospermia e oligospermia são resultados ditos anormais. Motilidade

Feita através de coloração tem como índice de normalidade 60% das formas móveis.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Espermograma. Acessado em: 31/05/11 ás 18h23.

Preparação de Lâminas Histológicas

A PREPARAÇÃO DE LÂMINAS HISTOLÓGICAS: FIXAÇÃO E COLORAÇÃO

A maior parte dos tecidos não pode ser observada in vivo. Devido a esse fato, eles devem ser submetidos a processos de fixação para que suas estruturas morfológicas mantenham-se preservadas. Vários processos degenerativos de autólise celular ocorrem logo após a morte dos tecidos. Seu conjunto recebe o nome de degeneração post-mortem. Para evitar essa autólise que inicia após a morte dos tecidos e a própria digestão do material por bactérias decompositoras, devem-se empregar substâncias que, ao se ligar aos principais componentes estruturais do tecido (geralmente proteínas), mantenham a estrutura do material a ser estudado. Esse processo de preservação dos componentes estruturais dos tecidos denomina-se fixação. As substâncias que executam o processo de fixação são chamadas fixadores. O mecanismo de ação dos fixadores é pouco conhecido e todos possuem vantagens e desvantagens. Os cientistas desenvolveram misturas empíricas de fixadores para compensar suas principais desvantagens. Os principais fixadores são: formol, líquido de Bouin, líquido de Helly, aldeído glutárico e tetróxido de ósmio.

Para que os componentes do tecido possam ser visualizados, a luz deve atravessá-los, dirigindo-se aos olhos do observador. Isto limita a espessura dos cortes a poucos micrometros. A fim de que os tecidos suportem o processo de corte, devem ser impregnados com parafina ou resinas epóxi (caso o corte seja mais delgado, utilizado em microscopia eletrônica). Esse processo chama-se impregnação. Antes da impregnação, a peça deve passar pelos processos de desidratação e diafanização.
Os processos histoquímicos de coloração permitem a observação dos componentes dos tecidos devido ao contraste que produzem ao ligarem-se distintamente a eles.

Princípios da histoquímica: o princípio básico da histoquímica é a localização de determinados compostos químicos a partir de técnicas de preparação. A observação da presença destes compostos nas células pode auxiliar muito na determinação das características celulares.

Para que os métodos histoquímicos obtenham sucesso, são necessários alguns requisitos básicos: o produto da reação histoquímica deve ser insolúvel e não-difusível, para que a determinação de sua localização seja precisa. Também é importante que o método utilizado seja específico para a substância ou grupo químico que está sendo analisado, para que não ocorram conclusões equivocadas.

 Substâncias basófilas e acidófilas - HE: a principal técnica de coloração de tecidos para o estudo de Histologia básica é a técnica HE (Hematoxilina-Eosina). Através dessa técnica, podemos diferenciar porções basófilas e acidófilas do tecido estudado. A hematoxilina é basófila, ou seja, tem afinidade por substânicas básicas. Sendo assim, ela costuma corar os núcleo e o Retículo Endoplasmático Rugoso, locais onde há grande quantidade de proteínas (básicas pelo seu grupamento amina). A eosina é acidófila, tendo afinidade pelo citoplasma, fibras colágenas e outras substânicias ácidas das células.

Localização de lipídios: Para a localização de lipídios, são utilizados corantes que possuem alto grau de dissolução em gorduras. Os corantes, misturados com uma solução alcoólica saturada pela qual possuem baixo grau de dissociação, são colocados em contato com o tecido e então transferem-se da solução alcoólica para os lipídios. Os principais exemplos de corantes específicos para lipídios são o Sudan IV e o Sudan Negro.

Localização de ácidos nucléicos: A localização dos ácido nucléicos baseia-se no método de Feulgen. Neste método, o DNA reage com uma solução de ácido clorídrico, que retira as bases púricas e forma grupamentos aldeídos na desoxirribose. Então, é adicionado o reativo de Schiff (fucsina básica descorada pelo anidrido sulfuroso) que se combina com os radicais aldeído para formar um composto insolúvel e vermelho. Esse método possui uma proporcionalidade entre a intensidade da coloração e o teor de DNA, de modo que zonas mais coradas possuem maior teor de DNA.

Para mais informações sobre o reativo de Schiff, ver a técnica de coloração PAS, neste mesmo texto.

O RNA pode ser identificado porque possui alta basofilia (afinidade com corantes básicos). Porém, como em determinados tecidos existem outras substâncias de natureza basófila, é necessário um procedimento adicional, caso se deseje localizar apenas o RNA: devem-se preparar duas lâminas, uma contendo a enzima ribonuclease e outra sem esta enzima. Esta enzima digerirá o RNA presente na lâmina. Então, coram-se as duas lâminas com um corante basófilo. Fazendo-se a substração das duas imagens, perceber-se-ão os locais onde previamente havia RNA.
 Localização de polissacarídeos: A presença de polissacarídeos pode ser determinada pela técnica do PAS (Periodic Acid-Schiff). O ácido periódico oxida os grupamentos 1-2 glicol, produzindo aldeídos. Estes aldeídos reagirão com a fucsina descorada, chamada de reativo de Schiff, dando um composto de adição, violeta e insolúvel. Através dessa técnica é possível visualizar polissacarídeos simples ou associados a proteínas, sendo muito utilizada nas lâminas de fígado (acúmulos de glicogênio), estômago (camada de revestimento de mucopolissacarídeos, modernamente chamados de glicosaminoglicanas), cartilagem hialina (glicosaminoglicanas pertencentes às proteoglicanas da matriz).
Certas substânicias têm a capacidade de alterar a cor original do corante pelo qual foram coradas. Chamamos isso de metacromasia.
 
Disponivél em: http://vandikk.blogspot.com/2009/09/preparacao-de-laminas-histologicas.html. Acessado em: 31/05/11 ás 17h52.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Da homofobia para a apologia

Atribui-se ao falecido chanceler Azevedo da Silveira a constatação de que há gente que atravessa a rua só para escorregar na casca de banana que está na calçada fronteira. Há mesmo. Ocupa lugar relevante nessa galera a turma do Ministério da Educação que, á falta de coisa para fazer, decidiu produzir o tal kit anti-homofobia. Será que não conseguiram pensar em algo mais produtivo para sua agenda?

Combater a homofobia é, sim, um dever do Estado. Produzir peças publicitárias que exaltam o homossexualidade é outra, muito diferente. E, nesse caso, reconheça-se razão aos religiosos que se revoltaram contra essas peças. Há nelas duas meninas que assumem triunfalmente sua relação, faltando apenas trombetas no fundo. Há um travesti que exibe lamurienta revolta contra o fato de existir um banheiro para mulheres e outro para homens. E há um garoto que fala, maravilhado, das grandes expectativas que se abrem para quem descobre que gosta tanto de mulheres quanto de homens.

A intolerância é um mal. Mas também há um mal na apologia de um tipo de orientação sexual, seja qual for. O Ministério da Educação poderia pensar, só para variar, em educar.

Fonte: Jornal de Brasília. Da homofobia para a apologia. Editorial. P.66. Sexta-feira, 29 de maio de 2011.

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A matéria foi muito bem colocada, já que como ressalta a mesma, “A intolerância é um mal. Mas também há um mal na apologia”. E o que se pode observar nesse kit anti-homofobia, é justamente uma apologia ao homossexualismo.

Por isso o tal kit, está rendendo tanto questionamento, e não apenas no campo religioso, mas entre os pais e professores, que em sua maioria acreditam que o mesmo pode ter um efeito bem contrario, do que o proposto, já que as afirmativas perante o mesmo, e que serviria como forma de tentar minimizar a homofobia, mas a intolerância tem que ser trabalhada nas escolas como um todo, e não apenas em casos específicos.

Ao meu vê, priorizar a educação no nosso País, é que faria uma grande diferença e avanço na nossa sociedade, e por consequência questões como preconceitos seriam minimizadas, ou até mesmo resolvidas.

Até breve

Gracineide Costa

domingo, 29 de maio de 2011

Pra Refletir

Como um dos livros mais importantes do mundo foi escrito

No 23º ano do reinado de Zhao, Lao Tsu percebeu que a guerra terminaria por destruir o lugar onde vivia. Como havia passado anos meditando sobre a essência da vida, tinha pleno conhecimento que, em certos momentos, é preciso ser prático. Resolveu tomar a decisão mais simples: mudar-se.
Pegou os seus poucos pertences, e seguiu em direção a Han Keou; na porta de saída da cidade, encontrou um guarda.


- Onde está indo tão importante sábio? - perguntou o guarda.
- Para longe da guerra.
- Não pode partir assim. Eu gostaria muito de saber o que foi que aprendeu em tantos anos de meditação. Só o deixarei partir se dividir comigo o que sabe.


Apenas para se livrar do guarda, Lao Tsu escreveu ali mesmo um pequeno livrinho, cuja única cópia lhe entregou. Depois, continuou sua viagem, e nunca mais se ouviu falar dele.
O texto de Lao Tsu foi copiado e recopiado, atravessou séculos, atravessou milênios, e chegou até o nosso tempo. Chama-se "Tao Te King", está publicado em portugues por várias editoras, e é uma leitura imperdível.


A seguir, alguns trechos:
Aquele que conhece os outros é sábio
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence os outros é forte
Aquele que vence a si mesmo é poderoso
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva seu caminho tem vontade.
Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo.
O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele.


Conta uma lenda japonesa que certo monge, entusiasmado pela beleza do livro chinês Tao Te King, resolveu levantar fundos para traduzir e publicar aqueles versos em sua língua pátria. Demorou dez anos até conseguir o suficiente.
Entretanto, uma peste assolou seu país, e o monge resolveu usar o dinheiro para aliviar o sofrimento dos doentes. Mas assim que a situação se normalizou, de novo partiu para arrecadar a quantia necessária à publicação do Tão.
Mais dez anos se passaram, e quando já se preparava para imprimir o livro, um maremoto deixou centenas de pessoas desabrigadas.
O monge de novo gastou o dinheiro na reconstrução de casas para os que tinham perdido tudo. Mais dez anos correram, ele tornou a arrecadar o dinheiro, e finalmente o povo japonês pode ler o Tao Te King.


Dizem os sábios que na verdade este monge fez três edições do Tao: duas invisíveis, e uma impressa. Ele manteve a fé em seu objetivo, mas não deixou de prestar atenção ao seu semelhante.

Paulo Coelho


Disponivél em: http://www.warriorofthelight.com/port/edi51_como.shtml. Acessado em: 29/05/11 ás 20h23.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

TECNOLOGIA COM ALMA

Andrea Cecilia Ramal

Referência: In: O Globo, Opinião, p. 7, 01/07/2002.

O universo virtual avança e a questão se coloca com mais força: a tecnologia vai tomar o lugar da humanidade? Com efeito, as relações interpessoais estão se modificando, e o elemento técnico já é constitutivo da nova identidade humana.

 Entretanto, por um certo prisma, nunca fomos tão humanos. Antes, nas empresas em que a informação digital não circulava permanentemente e não era necessário renovar os conhecimentos a todo instante, havia funções cristalizadas – chefes que detinham o poder e empregados que obedeciam cumprindo rigorosamente seus papéis. Hoje, as empresas crescem na proporção em que são capazes de criar novas redes de conhecimento entre funcionários e parceiros, e muitas o fazem através de ambientes tecnológicos. Isso exige mobilidade, troca, diálogo. Faz rever paradigmas e conceitos. Os projetos são assumidos por equipes multidisciplinares, que precisam negociar com olhares diversos sobre o mesmo foco. Trabalhar é marcar presença com sua identidade, é ser capaz de aprender e gerar mudanças. Tende a desaparecer o trabalho-dependência do outro para surgir o trabalho-complementar ao do outro, que integra e associa competências.

Nas instituições educacionais, não se sustenta mais o sistema de ensino do professor-transmissor que apresenta os mesmos conteúdos para turmas com alunos tão diversos, e depois aplica uma única prova, como se os percursos fossem idênticos. Um novo modelo pedagógico é exigido pela era da interatividade, das múltiplas janelas abertas do zapping e da hipertextualidade, que torna as cabeças mais capazes de lidar com várias situações em tempos diversos, que exige que se respeitem os ritmos e os percursos individuais de navegação, que promove a criação de teias curriculares e redes de aprendizagem cooperativa. Tudo isso desafia as salas de aula a criarem novos sistemas de relacionamento interpessoal, nos quais professores e alunos são pesquisadores que aprendem em colaboração em processos novos e criativos Os estudantes que navegam pela rede aprendem a transitar num mundo onde há visões e culturas diversas que são convidadas a produzir conhecimento coletivamente, que trazem novos desafios éticos e novas questões sociais.

Tende a desaparecer o ensino-recepção da escuta do outro, para surgir a aprendizagem-com o outro, na qual o estudante é um indivíduo com desejos e interesses, e interage com os demais em processos flexíveis e dinâmicos. semelhante vale até para as amizades, que alargam horizontes no mundo virtual – hoje interagimos com amigos que sequer conhecemos pessoalmente, mas com quem trocamos idéias e sentimentos. Alguns chegam aos “ircontros” – encontros reais com quem se conheceu no mundo virtual.

Nos cursos mediados pelo computador, há espaços nas ferramentas destinados exclusivamente à interação pessoal: ao contrário do que ocorre nas salas de aula presenciais, os alunos têm necessidade de se envolver, de partilhar suas impressões e suas histórias de vida. A alta taxa de evasão em cursos à distância que não investem na criação do conceito de comunidade comprova que só é possível aprender e envolver-se na aprendizagem quando existe essa relação interpessoal. A palavra-chave deste momento é o link. Talvez “laço”, em português. Laços entre sujeitos que só podem entrar na roda, na rede, quando assumem o próprio papel e ganham lugar no mundo, mostrando sua cara. Mais autônomos e também mais capazes de ser com o outro. Possivelmente, mais seguros. Certamente, mais felizes. A tecnologia, o hipertextual, apenas materializa, com seus links, o que já estamos fazendo: tornando-nos protagonistas da navegação no mundo e estabelecendo laços entre conhecimentos e pessoas.

Não queremos nos tornar seres plugados em monitores; justamente por isso, parece que estamos buscando maior qualidade ou, pelo menos, alternativas humanizadoras para nossas relações. Os relacionamentos são agora mais complexos, devido à grande rede de pessoas com quem nos comunicamos. O conceito de comunidade muda: de um bairro ou de uma cidade, ampliamos o horizonte do local para o global. A tecnologia promove a criação de uma espécie de interdependência social.

O próximo passo: valer-nos da tecnologia para construir laços enquanto cidadãos, para que estas identidades também ganhem espaço no jogo social, no qual ainda prevalece a relação bipolar obsoleta das sociedades da era industrial, onde poucos possuem o saber, o capital e o poder. É preciso concretizar o link na vida cidadã para associar competências, estender o diálogo, garantir o espaço do povo através desse vasto mundo cibernético de poder disseminado que se parece muito mais com a democracia. Essa é uma das formas de utilização da Web ainda por explorar: seu enorme potencial subversivo, contra a corrente da robotização.

É que queremos mais do que simplesmente tecnologia: buscamos um universo digital para servir melhor a essas pessoas que, através dos links, dos hipertextos e das redes, expressam e acalentam um único desejo: ser plenamente pessoas, com toda a humanidade que lhes foi destinada.